5 de dezembro de 2007
O Mar

Desde que se lembra sempre sentiu o Mar como um refúgio, como um local onde a serenidade e a tranquilidade reinavam!
Habitou-se a estes diálogos taciturnos que só eles entendiam.
Nem sempre as respostas soavam ao que pretendia ouvir… com respeito escutava e reflectia, talvez quisessem dizer algo… mas na altura era-lhe difícil compreender.
Nunca perdeu a esperança!
Visitou-o vezes sem conta… por vezes em busca de placidez, outras no intuito apenas de o olhar. Nunca de lá voltou de “mãos a abanar”!
Uns dias desinquietos, outros quase mudo, mas nunca lhe negou a visitação.
Nem sempre lá voltava em busca de respostas ou sinais, queria apenas partilhar o que pensava que jamais ninguém saberia ouvir. Estava desacreditada…
Mas nunca perdeu a esperança!
Um dia a visita ao refúgio já não foi feita na obscuridade… foi diferente do que se tornará habitual em tempos, foi uma visita “guiada”, em forma de partilha daquele que era o seu espaço de eleição.
Talvez o Mar lhe conseguisse dizer algo mais apropriado sobre si… algo que ela ainda tinha dificuldade em verbalizar, talvez por receio de falhar na escolha acertada das palavras.
Ali e naquele instante, os olhos começaram só por si a “falar”!
Afinal era bem mais fácil…
Os dedos entrelaçaram-se!
As mãos fecharam-se em plena reciprocidade!
E as primeiras promessas chegaram!
Os olhos jamais se silenciaram...
Desde então olham o mesmo Mar!
Desde então partilham o mesmo refugio!
Desde então distribuem serenidade onde quer que passem!






E quem partilha o que mais pessoal tem, diz por outras palavras o que quer!
Já o fizeste por duas vezes, e não preciso da terceira para saber o que queres.
D***** e o irei fazer sempre!
Dar-te-ei tudo o que precisares e o que ainda não sabes que precisas!
AMO-TE