As janelas encontram-se fechadas, a luz do dia perdura lá fora junto de estridentes trovões que me fazem amedrontar.
Não gosto nem nunca gostei, relâmpagos, trovoadas e até simples foguetes festivos deixam-me aterrorizada, talvez momentos de infância justifiquem tais sensibilidades. Não consigo visualizar beleza em tais fenómenos da natureza…
Ruas cobertas de água, estradas danificadas, árvores partidas e pessoas com preocupação estampada no rosto, são o que meus olhos detectam mesmo sem querer assinalar.
O desconforto reina em mim, a lembrança dos que me são queridos assombra-me o pensamento… onde estão, onde terão que ir, queria-os todos aqui, a chuva convida ao aconchego, ao amparo de corpos tranquilos e plácidos.
Rompem minutos de quietude que logo se transformam em desassossego, tais fenómenos teimam em permanecer!
Resta aguardar…Etiquetas: "Sol", Amigos, Eu e o Mundo, familia






Não tem medo, catraia.
Eu esqueço o meu medo e venho para o teu lado, abraçar-te e proteger-te, sentes ? :)